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As Andreias

Somos amigas, por vezes loucas, e temos muito para contar das nossas vidas e do nosso dia-a-dia! Com famílias, trabalhos, e tudo o resto de uma vida "normal", embarcamos em mais uma aventura: licenciatura!

Somos amigas, por vezes loucas, e temos muito para contar das nossas vidas e do nosso dia-a-dia! Com famílias, trabalhos, e tudo o resto de uma vida "normal", embarcamos em mais uma aventura: licenciatura!

As Andreias

04
Ago20

Alguém que nos inspirou

Uma miúda com garra!

Andreias

Esperamos que se encontrem bem!

Hoje vamos dar-vos a conhecer uma pessoa que nos inspirou e motivou a frequentar o ensino superior. Para a Pinto ela é a “Claudette”, para a Simão é a “Xuxu”, mas para vocês ela é a Claudia Oliveira. Nasceu na Amora, concelho do Seixal e tem 35 anos.

Somos colegas de trabalho da Claudia na mesma Direção, embora em áreas distintas. Ela entrou na Empresa 3 meses antes de nós e assim sendo, conhecemo-nos há 6 anos.

Tal como nós, sentiu a necessidade de tirar um curso superior, e foi a primeira a procurar informação sobre cursos disponíveis, faculdade e todo este mundo universitário. Tentou convencer-nos a fazer o mesmo, mas sem êxito… naquela altura as Andreias não estavam para aí viradas 😁…. Limitamo-nos a dizer-lhe que… “talvez um dia”. A realidade é que já falávamos entre as duas desta possibilidade mas queríamos ir com calma, termos a certeza que ambas queríamos dar o passo de voltar a estudar, que curso gostaríamos de tirar, como iriamos conciliar os horários para irmos juntas e todo o resto que vocês já sabem… Enquanto para nós esta era uma ideia ainda muito verde, para a Claudia a coisa já estava a andar a todo o vapor, até ao dia em que nos comunicou que ia submeter-se a exame para o acesso ao ensino superior. Ficamos felizes e nervosas por ela ….. dissemos-lhe que ia correr tudo bem mas no fundo sentíamos borboletas na barriga só de pensar como ela se iria sair. Torcemos por ela esperando que se safasse. E Claro que se safou! A nossa “Claudette” “Xuxu” conseguiu entrar… uhuh!!!! Felicidade e orgulho nesta miúda!

Lá foi ela, aos 30 entrou para a faculdade para frequentar o curso de Recursos Humanos.

Embora trabalhasse 8 horas por dia, teve 6 cadeiras por semestre com aulas todos os dias das 18 ás 22h durante 3 anos…. Ufa….. Coragem!!!! 🤙E ainda conciliou tudo isto com a sua atividade política como autarca da sua freguesia (a Claudia já anda no mundo da política desde os seus 19 anos e nós confirmamos que esta seja talvez, a sua maior paixão… Não nos enganamos pois não, Claudia?!).

Não satisfeita com tudo o que tinha em mãos, decidiu tirar a carta de condução principalmente para não perder tanto tempo de transportes 🚍 entre a faculdade em Lisboa e a sua casa na Margem Sul. E no último semestre do curso, lá ia ela no seu carro conseguindo poupar algum tempo nas viagens. Nesta etapa todos os segundos “extra” são preciosos, acreditem!

Mas o cansaço não a venceu e assume que nunca, ao longo daqueles 3 anos, pensou em desistir. Teve receio que acabasse por ter de deixar alguma cadeira para trás, o que felizmente nunca aconteceu e cada nota positiva dava-lhe maior alento para continuar a jornada.

Finanças e Estatística foram as cadeiras a que, ao contrário do que inicialmente perspetivava, tirou melhores notas. Que forte esta miúda! 😂Vamos ter estatística no próximo ano, esperamos safar-nos tão bem quanto ela!

Também ela foi a festas académicas, adorou a experiência de partilhar estes momentos com colegas bem mais novos que ela e de usar o truque do “vamos comer mais devagar para eles continuarem a servir bebida” … ahahahha!

Terminou o curso há um ano e diz-nos sentir-se mais confiante e bastante agradecida pelo apoio que sentiu por parte dos que a acompanharam naquela fase.

Aqui as Andreias sentem-se muito orgulhasas por ti! Também nos serviste de inspiração para este novo passo! 🙌 E também tu, estás a torcer por nós e ficas feliz com as nossas vitórias!

Obrigada pelo exemplo “Claudette” “Xuxu”, que sirvas de inspiração para tantas outras pessoas. Em relação a nós, conseguiste!

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As Andreias com a Claudia nas fitas que lhe oferecemos! Estavam top! (modéstia a parte 😜)

 

 

 

 

 

25
Jul20

O primeiro já está! UFA!! 😀

Andreias

Temos este post para publicar há quase uma semana… esta última semana não foi fácil, e queríamos ter partilhado isto logo. Mas pronto... só deu agora 😕 Façam uma coisa pf: leiam como se ainda estivéssemos na semana passada 😅 (sim, tivemos preguiça de alterar o texto… olha que duas!)

 

Vamos lá ao que interessa. Temos o primeiro ano de curso concluído!! 😀😱😎

Na última vez que escrevemos, viemos aqui desabafar sobre o nosso desespero. Não sabíamos as últimas notas, não sabíamos se o primeiro ano estava feito ou não… era toda uma ansiedade que nos estava a tirar o sono, mas fosse qual fosse o resultado, já não havia nada a fazer. Mal sabíamos nós que nesse mesmo dia ia ser publicada a última nota que faltava, e que contra as expectativas, nos fez dizer que tínhamos o primeiro ano concluído. 😂

As notas do último teste que tínhamos feito foram publicadas ao final do dia nessa 5ªF. O teste não tinha corrido bem, e depois de fazermos as contas ao que tínhamos conseguido fazer no teste, a probabilidade de ter positiva era um pouco baixa para qualquer uma de nós… começámos logo a pensar que em vez de relaxar tínhamos de começar a estudar para os exames. No momento em que saíram as notas, a Pinto estava super atenta aos emails e grupos de whatsapp, e a Simão ainda estava a trabalhar. A Simão reparou que começou a haver muita agitação e mensagens a entrar de todos os lados, mas nem associou. 1 minuto depois a Pinto começa a ligar-lhe… “Ai!!! Devem ter saído as notas”. A reunião acaba pouco tempo depois, e instantaneamente liga à Pinto e abre a pauta das notas que já lhe tinham enviado. “UHHHHUUUUUUHHH” 😂 Sim, foram mil gritos assim que a Pinto atendeu. Ficámos as duas feitas malucas ao telefone, aos gritos e a dar os parabéns uma à outra 😀 Depois do histerismo, a Simão quis certificar-se de que podíamos festejar. Na verdade, a nota final era constituída por vários parâmetros, e tínhamos de ver como estava o panorama. Estava safo!! Mais um festejo AHAHAHA YEEEAAAHHH!! Depois disto, foi começar a ligar e a mandar mensagens a contar a novidade 😋

A nota final, já com todas as componentes só foi publicada na 6ªF, mas sentimos que na 5ªF já conseguíamos respirar um pouco melhor.

 

Este primeiro ano tem muito que se lhe diga. Tem sido uma experiência incrível, e o facto de o fazermos entre amigas torna a coisa muito mais leve e mais fácil de enfrentar. 😊 Durante estes meses tivemos muito apoio de pessoas que nos querem bem e que também nos querem ver a vencer. Fomos mimadas por pessoas que gostam de nós e que têm uma paciência incrível (sim maridos, isto é principalmente para vocês que levaram com humores dignos de TPM-nível avançado durante algum tempo 😂). Conhecemos muitas pessoas, homens e mulheres, de idades diferentes, com vidas diferentes, mas todos com o mesmo objetivo de levar isto até ao fim. Como tudo na vida, há sempre o lado negativo. Abdicámos de certas coisas que muitas vezes nos deixaram a pensar se isto faria sentido, se iria valer a pena este esforço… não poder aproveitar todos os momentos em família foi sem dúvida o pior. Podemos garantir que cada uma de nós, pensou pelo menos uma vez em desistir e voltar à vida que tinha antes. 😐

No fim, valeu a pena todo o esforço. Não foi fácil, muito pelo contrário. Com stress (principalmente neste último trimestre com toda a logística de ser à distância), muitas noites com poucas horas dormidas, sentimento de frustração, choros e olheiras do tamanho do mundo, o que considerávamos altamente improvável aconteceu: primeiro ano terminado na data prevista, sem ter de prolongar com exames, sem ter deixado nada para fazer no próximo ano. 😀

Percebemos também que, apesar de tudo o que se diz sobre as igualdades e isso, continua a ser muito diferente a realidade entre ser homem ou mulher trabalhador-estudante. Mas atenção! Não que tenhamos sentido qualquer tipo de descriminação ou impedimento para o sermos, mas na cabeça das pessoas continua a haver essa distinção. Mas noutro dia falamos disto 😉

Uma das coisas de que sentimos saudades nestes últimos meses foram as nossas viagens até à escola. No pré-pandemia aproveitávamos o tempo em que íamos no carro para descomprimir… rimos (MUITOOO!! 😂), chorámos, tivemos dias em que falámos pouco, outros em que não nos calávamos um segundo. Lá íamos nós, de porta bagagens cheio de malas, dossiers, lancheiras 😅 Só queremos que esses dias voltem.

 

Na 6ªF depois de recebidas as pautas finais, a Simão foi surpreender a Pinto com uns miminhos. Demos um abraço (completamente proibido nestes dias, mas não deu para evitar). Tão bom!!

 

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Agora estamos oficialmente de férias (mas só da escola, ‘tá? O trabalhinho ainda continua 😋).  Só começámos a descomprimir de verdade a meio desta semana. Este fim de semana já deu para aproveitar qualquer coisa.

Venham os próximos anos de curso. Já estamos expectantes para saber como vai ser o próximo ano 😅

 

Temos colegas que ainda estão em exames. Para eles, muita força. 💪

Para quem, como nós, já se despachou desta primeira ronda, PARABÉNS! 😀

 

E mais uma vez, obrigada a todos os que nos têm ajudado e apoiado neste desafio! 

 

Beijinhos,

As Andreias

09
Jul20

A crise de nervos antes do final

Andreias

Antes que pensem que desaparecemos, cá estamos nós! 😀 Sim, estamos vivas!! Ahaha Pouco saudáveis a nível mental, mas vivas!

Este último mês foi de loucos!! O último trimestre do primeiro ano de curso exigiu mais do que esperávamos. Talvez por ser à distância, talvez por estarmos no conforto do lar a assistir às aulas, talvez porque é mesmo assim… não sabemos. A única coisa que soubemos foi que talvez tenha sido o mês de aulas mais exigente até agora 😱 pois, e agora estão a ler isto e a pensar “Olha estas, já a choramingar e isto ainda agora começou! Fracotas!!” 😂

Na 6ªF passada fizemos o último teste. 😀 Foi a última prova de avaliação que tivemos do 1º ano. Os trabalhos já estavam todos entregues, apresentações feitas, tudo pronto. Era chegar a 6ªF às 23h e respirar de alívio porque estava acabado. Foi isto que pensámos, e aquilo em que acreditámos, durante dias. “Vá lá amiga! Dia 3 isto acaba e estamos de férias uns meses.” Dissemos isto (muitas vezes) uma a outra. Talvez para motivar, para acalmar, ou até para justificar as noites em que apenas se dormiram 3 ou 4 horas. Tudo terminava na 6ªF. As semanas anteriores foram tão cansativas, que sentimos que a certa altura já andávamos em piloto automático. Com famílias, trabalho e tudo o que as nossas vidas englobam, as horas para estudar não eram durante o dia, nem ao fim do dia, mas sim pela noite dentro. Para conseguir estudar em todos os bocadinhos, abdicámos de coisas que não queríamos. Tinha de ser, por muito que nos custasse. Estávamos na reta final, e na 6ªF depois do teste íamos respirar de alívio e começar a disfrutar novamente da vida “normal”. 😎 Só que não! 😱 😅 Ahaha E porquê? Porque não nos passou pela cabeça a crise de nervos que íamos ter por não saber as notas. Verdade seja dita, o último teste não correu incrivelmente bem, nem nada que se pareça. Na 6ªF, às 23h, depois de entregar os testes ligámos logo uma para a outra. Não era preciso dizer grande coisa. “Foi uma m3#d@!”. Dissemos quase ao mesmo tempo. 🤦 Corremos para as folhas de rascunho que usámos e começámos a dizer os valores que tínhamos colocado em cada uma das respostas. “Ai, caraças…”. A maioria estava igual, mas muita coisa foi feita na base da adivinhação e do instinto 😅 quando assim é, tem tudo para correr bem. 🤦

Posto isto, era dia 3, passava das 23h, e aquele que devia ser um momento de descontração transformou-se num novo pânico. “Será que dá para passar?” 😲 “E as outras 2? Também ainda não sabemos as notas… E se tivermos de ir a exame??” Pânico na área!! Sai um calmante para as duas miúdas sff! 😂 (calma, que é só uma forma de falar. Ainda não chegámos a esse ponto. Talvez para o ano 😅).

Desde então, ainda não conseguimos ter uma noite totalmente descansadas e as olheiras até meio da cara fazem concorrência ao panda mais fofo do universo (de notar que o panda é adorável e super fofo com as suas olheiras, e nós somos… somos… bem, com olheiras somos ainda mais bestas do que o habitual). 😋

Hoje é 5ªF. Falta saber apenas a nota do teste de 6ªF. As outras estão feitas, e com notas que nos surpreenderam. Hoje respiramos um bocadinho melhor, mas continuamos com um aperto por não saber se nos safámos ou se temos de ir a exame. Vamos esperar, e ver se temos motivos para celebrar, ou se ainda temos de estudar mais um bocadinho. Sabemos que isto não é a coisa mais importante do mundo, e que não precisamos deste stress todo, mas somos assim… 😅

 

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Beijinhos,

As Andreias

14
Jun20

Aulas à distância – o drama, a tragédia, o horror (mas não só)

Isto são relatos reais 😂

Andreias

Temos pensado e falado no nosso blog imensas vezes. Temos tanta vontade de escrever e sobre tantos temas, mas parece que, cada vez mais, temos menos tempo para as coisas. E porquê?? Porque andamos com mil e uma coisas por fazer e sem tempo para nada… 😐 Só para terem noção, este post estava para ser feito há mais de uma semana… que desastres!

Mas vamos ao início! 😅 Esta pandemia obrigou-nos a abrandar em certas coisas, mas noutras veio claramente pôr-nos à prova. “Ah e tal, ficam a trabalhar em casa, e têm aulas em casa…. E tudo em casa…” aaah!! “CASA” é a palavra chave e, tal como tudo, tem o lado bom e o lado mau.

No que respeita ao teletrabalho, temos as mesmas queixas que todos os outros: os miúdos precisam de ajuda nos trabalhos, os animais de estimação não compreendem o conceito de “faz de conta que não estou cá”, recebemos muito mais chamadas do que seria habitual, e acabamos por ficar agarradas ao computador até muito mais tarde e com a sensação de que não fizemos nem metade do que havia para fazer. Tudo normal. Tudo bem, aceitamos isso e não resmungamos.

Em relação às aulas, nem toda a gente passa por isso, e sorte de quem não passa! Ter aulas em casa é giro, é diferente, e é muuuuito mais trabalhoso. Sim, é! E não vale a pena estar a dizer que se faz super bem e que temos conseguido conciliar tudo às mil maravilhas, porque se o fizéssemos estaríamos a mentir. Para dizer a verdade, andamos a mil, sem saber para onde nos devemos virar e em que vamos pegar primeiro. É o trabalho de grupo A ou o B? Ou os exercícios? Ou os relatórios? Ou estudamos apenas? AAAAAHHHHH!! (inspirando profundamente antes de continuar a escrever). 😲        

Este trimestre está a ser uma verdadeira loucura, e pela primeira vez sentimos que não estamos a conseguir acompanhar o ritmo. Todas as semanas temos trabalhos para entregar, temos de estudar, etc. Para conseguirmos fazer tudo em condições, temos de estar mega atentas às aulas, e isso nem sempre é fácil.  😳

Nas aulas presenciais, estamos fechadas numa sala, ouvimos os professores, tiramos apontamentos, levantamos a mão e colocamos perguntas…estamos lá para isso. Mas as aulas em casa elevam isto a outro nível. Não é que não possamos colocar questões nem tirar apontamentos. Nada disso. Mas a nossa atenção é puxada para outras coisas que acontecem à nossa volta e, entretanto, já perdemos 2 minutos da explicação, depois demoramos mais 1 minuto a conseguir desativar o mute, e quando vamos colocar a questão, já nem sabemos o que queríamos perguntar, porque já ouvimos mais 3 minutos de explicação, e já passaram mais 5 slides…😱 ou então conseguimos desativar, mas ao mesmo tempo mais colegas querem colocar questões e acabamos por falar todos ao mesmo tempo 😅 É isto! Tirar apontamentos continua a ser possível, mas é muito fácil fazer um printscreen do exercício que está a ser resolvido para depois não nos esquecermos de como se faz. Problema: quando vamos estudar, tentamos juntar os “gatafunhos” que temos nas nossas folhas com os prints que tirámos e o resultado é “null” (isto foi só para dizer que estamos a ter aulas de programação😅 mas não se iludam. Temos aulas disso… não significa que saibamos mais do que o significado de null! 😂 null=Andreias hahahahah desculpem! 🤦).

Sentimos falta de estudar em conjunto presencialmente, de fazer testes “normais” com papel e caneta entre outras coisas (e ao escrever isto parecemos pessoas muito “antigas” 😅).

Talvez o problema seja nosso, até porque pela nossa perceção, a maioria dos colegas está a dar-se bem com isto. Ou então não, e se calhar percebemos mal. Não sabemos…

Apesar de tudo, continuam a haver momentos divertidos entre colegas, brincadeiras, piadas, e aqueles momentos em que alguém não desliga o micro e começamos a ouvir conversas paralelas 😂 faz tudo parte!

 

A Pinto hoje lembrou-se de que é dia 14 de junho (até porque a Simão já não sabe a quantas anda). Faz hoje um ano, estávamos um pouco mais nervosas do que hoje. Foi o dia em que fizemos o exame de admissão. A Simão mal respirava, já a Pinto estava como se nada fosse. 😂 se nos dissessem nesse dia que até nos estávamos a safar, que estávamos a ter aulas em casa, que tínhamos criado um blog para desabafar sobre como isto está a correr, e que já teríamos feito tantas outras coisas, nós não íamos acreditar. Tem sido um ano louco, mas incrível!

Olhem bem para nós antes de entrar para o exame 😂

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Este é o último trimestre do primeiro ano de curso. Como assim, está a chegar ao fim??? 😱. Daqui por menos de um mês, assumindo que corre tudo bem, já dissemos “Adeusinho!” ao primeiro ano. 😅 E depois até às férias é um instante e podemos relaxar. 😎 (ahahahah “relaxar” dizem elas... ‘tá bem ‘tá! 😅).

 

Por aqui vamos continuar a olhar para os trabalhos, até porque não há nada melhor para fazer a um Domingo… nada mesmo! 😐

 

Beijinhos,

As Andreias

03
Mai20

As nossas mães

Andreias

Hoje quem vos escreve é a Simão. Nem sempre podemos escrever as duas, e hoje é muito mais fácil para mim escrever do que para a Pinto. Deixei o texto para esta hora tardia porque, por vezes, é mais fácil concentrar-me antes de dormir. 😊

Hoje é dia da mãe. Dia daquelas que nos trouxeram ao mundo, que nos amam como ninguém, e que cuidam de nós para sempre. Dia daquelas que muitas vezes se esqueceram de quem eram para cuidarem de nós, daquelas que fazem das tripas coração para que estejamos bem. Daquelas que nos aturaram na infância e na puberdade (coitadas!). É dia das nossas mães, estejam elas onde estiverem 

Este ano, o dia da mãe foi diferente tanto para mim como para a Pinto. Eu consegui ver a minha mãe e estar com ela, ainda que sem abraços e beijos. Trocámos fatias de bolo que tínhamos feito para tentar substituir o almoço ou jantar que se tem tornado obrigatório de há uns anos para cá. 😀 Quanto à Pinto, sei que teve a mãe por perto, ainda que não fosse fisicamente. A Pinto perdeu a mãe há pouco mais de uma semana, e hoje ainda deve ter custado um bocadinho mais, até porque os seus planos para o dia de hoje eram bem diferentes.   Não posso descrever a dor que ela sente, e não quero sequer imaginar como será. Quero apenas deixar-lhe mais um abracinho apertado. Sei que não resolve nada, e tenho certeza que um dia quererá deixar aqui a explicação de tudo o que aconteceu.

Apesar de tudo, sei que neste dia a Pinto foi mimada pelos filhos. Ela é uma mãe incrível, e o amor que os filhos lhe têm é a prova disso. Quanto a mim, ainda não sou mãe nem sei se algum dia o serei, mas caso aconteça, espero que consigam sentir por mim aquilo que sinto pela minha mãe. 😊

Às nossas mães, obrigada!! Estejam onde estiverem, estão sempre connosco e serão sempre “as nossas mães”. 

Aqui estão as nossas rainhas 😊

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Agora vou ver se durmo, que escrever a esta hora também desperta o meu lado mais lamechas 😋

 

Beijinhos da Simão 

 

Nota: durante a semana voltamos para vos contar tudo sobre as nossas aulas à distância e as nossas agendas caóticas. 😅

13
Abr20

1 mês em casa, 1 trimestre fechado e saudades!

Andreias

Estamos em casa há um mês. Caramba, como passou rápido! Passou um mês desde que fomos ao escritório pela última vez. Passou um mês desde que começámos a estar com as nossas pessoas, apenas à distância. Mas vamos por partes 😉

 

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Na semana passada acabámos o 2º trimestre de aulas. Fizemos o último teste na 3ªF, e, entretanto, já temos as notas de tudo. Mais 3 disciplinas feitas. 😀 🤘 Este trimestre não foi muito fácil. A meio tivemos de deixar o ensino presencial, e passadas duas semanas retomámos como ensino à distância. Esta nova forma de ensino tem coisas boas, e outras menos boas. É bom poder jantar em casa e em família, mesmo entre aulas, é bom terminar as aulas às 23h e estamos em casa, sem ter de fazer o caminho de volta. É difícil saber que temos de sair do sofá onde estamos confortáveis, porque temos aulas, é difícil estar em casa sozinho e gerir o stress de ter um teste daqui a pouco, sem poder partilhar esse “sofrimento” presencialmente com alguém… Enfim! São novas formas de aprendizagem, novas rotinas, e podemos dizer que, até agora, não correu nada mal (e não faltámos a aula nenhuma 😋). Como o trimestre atrasou, nesta próxima semana já começamos o novo trimestre, sem idas à escola (pelo menos, para já). Estamos ansiosas com o que nos espera. De repente, esta semana olhámos para trás, e já temos 2/3 do primeiro ano feito. Como assim?!?! Passou tão rápido e está a ser tão bom. 😀

 

Tal como dissemos no início, estamos há um mês em casa. Um mês de isolamento social. Um mês de uma nova vida, de uma nova realidade, que ainda não tem uma data para terminar e nos deixar voltar às nossas vidas normais. Mas será que voltarão a ser “normais”? Será que os abraços, beijos, carinhos serão iguais daqui para a frente? Será que vamos passar o resto do tempo com medo? 😕

Na semana passada, numa ida às compras, a Simão encontrou uma amiga, a Ana. Assim que saiu do carro a amiga gritou “Andreia!!!”. Pareceu estranho, e ao mesmo tempo foi tão bom.  São amigas há mais de 20 anos, e nunca tiveram um encontro tão “estranho”. Falaram à distância, ainda que com a normalidade do costume. Mas faltou qualquer coisa. Faltou o abraço. Falou o carinho. Faltou o lado pessoal daquele encontro inesperado.

 

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Neste mês de isolamento, já tivemos várias fases e temos aprendido algumas coisas. A pior, talvez tenha sido na 2ª semana de isolamento social. Quase como que uma depressão que entra pela casa. As saudades das pessoas que amamos começam a apertar, e começamos a sentir que daí para a frente é só a piorar. Talvez seja, mas vamos arranjando, ou pelo menos tentando, novas formas de matar a saudade. Saudades da família, dos amigos, de tudo. Saudades da simples liberdade de poder ir à rua, encontrar alguém e dar-lhe um abraço. As tecnologias vão ajudando. Ajudam-nos a ver, a ouvir…, mas e o resto? O toque, o cheiro, a presença… Talvez isto seja mesmo, o que mais custa neste processo todo. Mas vai haver um dia, e esperemos que não demore muito a chegar, em que vamos poder abraçar-nos. Abraçar pais, avós, irmãos, amigos… quem quisermos e sem medos. Que saudades! Saudades daquele abraço apertado e caloroso, que transmite tanto amor, tanto carinho, tanto conforto.

 

No espaço de mais de um mês, a Simão apenas viu os avós 3 vezes, e esteve perto deles duas. Das duas vezes, morreu de medo. Medo de poder estar doente sem saber, e os poder por em risco. Foram visitas rápidas, de máscara, luvas e sem tocar em nada lá em casa. Esteve com eles pouco tempo… meia dúzia de minutos. O suficiente para “matar” uma pequena parte das saudades, e lhes mostrar que não estão sozinhos. A pouca companhia, distante e muito diferente daquilo que estão habituados, por não ter beijos nem abraços, serviu para os fazer sorrir. Sorriram pouco, mas sorriram. Sentem-se sós. E não é difícil imaginar que se sintam assim. Se nós, com o mundo à distância de um clique, nos sentimos, o que sentirão duas pessoas, perto dos 90 anos, e que usam telefone apenas para chamadas? 😔 Ainda que a mãe da Simão vá lá todos os dias, sentem-se “presos” dentro de casa.

Por seu lado, a Pinto não vê a mãe há um mês. Custa-lhe imenso esta ausência e só poder ouvir a sua voz ou ver a sua imagem numa videochamada. Mas é assim que tem de ser… a mãe está a travar uma luta contra um cancro, e poder ser exposta a este vírus não é de todo desejável. Se fosse possível, a Pinto colocaria a mãe numa redoma de vidro nesta fase para a proteger de tudo e abraçaria o vidro com todas as suas forças!

Esta altura do ano ainda torna a coisa um bocadinho mais difícil. Na Páscoas as famílias costumam reunir-se. É mais uma daquelas alturas em que nos reunimos à volta da mesa. Este ano, também isso foi diferente. A família da Simão costuma reunir-se no Algarve nesta altura. Há festa na aldeia de onde os avós dela são, e a tradição é que se juntem por lá os primos e tios, para fazer a festa e a matar saudades. Nada religioso. Apenas uma família alegre, a comer, a beber e a dançar no bailarico da aldeia.  Este ano já tinham feito planos. O marido da Simão ia estar de folga neste fim de semana e iam passar lá o fim de semana e reencontrar familiares com quem não estão há algum tempo. Andavam a pensar nisso desde que souberam o horário dele no início do ano… A realidade foi um pouco diferente.

Na família da Pinto, costumam almoçar juntos…. Muita conversa ao almoço, miúdos a gritarem e a correrem pela casa, seguido de um passeio pelo jardim. Saudades ….

Mas como temos de olhar para o copo meio cheio, convém ver o que temos “aproveitado” destes dias em casa. Continuamos a trabalhar, o que nos mantém a cabeça ocupada por umas horas, dá para passear o cão na hora de almoço, não se acumulam cestos de roupa para lavar à espera do fim de semana, porque também dá para tratar disso durante o dia, temos os estudos que também nos mantém a cabeça ocupada, e dá para cozinhar com outro espírito e as refeições até parecem estar melhores. Não temos de “sofrer” quase 2 horas por dia no trânsito, nem pensar se a blusa que vestimos fica perfeita com as calças que escolhemos. Quando a vida “voltar” ao normal, boa sorte para calçar uns sapatos com salto 😂

 

Vamos continuar por casa, ainda que a morrer de saudades de todos os que amamos e não partilham casa connosco. Porque é assim que tem de ser, para o bem de todos. 

Sabemos que, no meio disto tudo, somos sortudas. Porque não temos de nos expor todos os dias, como acontece a tantas pessoas. Só queremos mesmo que isto passe, para bem de todos. 😉 

 

Beijos,

As Andreias

22
Mar20

As aulas à distância estão para breve

Obrigada aos professores e às tecnologias! Queremos terminar o primeiro ano!!!

Andreias

Olá a todos!

Como estão desse lado? Todos bem protegidos e a cumprir a quarentena? 🌈

Para além da difícil fase que todos estamos a viver, aqui as Andreias também têm andado bem ansiosas relativamente ao curso. Isto porque as aulas foram suspensas presencialmente e, embora o IPS nos tenha sempre colocado a par da situação, necessitaram do seu tempo para nos darem novidades de como a coisa vai correr. E estávamos na fase final de testes para concluirmos o 2º trimestre. E queremos muito concluir este 1º ano conforme esperávamos.  WhatsApp Image 2020-03-22 at 21.26.08.jpeg

Começamos, entretanto, a ter novidades de como as coisas se vão processar e nesta próxima semana começamos as aulas à distância. Começamos também a entender como se vai proceder relativamente aos testes que nos faltam fazer e as borboletas na barriga já estão por cá.  🦋🦋🦋🦋

Não podemos deixar de agradecer às tecnologias💻, o que sería de nós sem elas?!. E queremos agradecer ao nosso querido IPS 🏬 e especialmente aos nossos professores 👨🏻‍🏫 por toda a sua humildade e empenho para encontrarem alternativas para podermos concluir este trimestre, e quem sabe, o próximo da mesma forma! Obrigadaaaaa 👏

Temos também de confessar que estamos cheias de saudades da agitação das nossas vidas, dos nossos colegas de curso, do senhor segurança na entrada da ESTS, da senhora do bar, das senhoras da biblioteca, do croissant com chocolate ao lanche, dos trabalhos de grupo.... Beijinhos a todos!!!

Continuem bem resguardados! 🌈

As Andreias

19
Mar20

Mamã, "as andreias" já não vão poder ir à escola, pois não?

A preocupação do nosso seguidor júnior nº1

Andreias

Hoje vimos falar-vos do Duarte! O nosso seguidor júnior nº 1! 😃 Que nos acompanha desde o inicio deste nosso cantinho. ❤ Prontos para o conhecer?! 

O Duarte é um menino muito meigo e sensível que se preocupa com os problemas e o bem estar dos outros. No meio dos seus 12 anos, segue-nos... a sério?! 😜Não queremos acreditar que temos um seguidor tão jovem! 🤗 Estamos super felizes, Duarte!!! Obrigadaaaaa! ❤

Quando iniciamos o blog pensamos que seria mais direcionado a pessoas com a nossa faixa etária e nunca nos passou pela cabeça despertarmos o interesse pela leitura num menino desta idade. Mas, agora não é momento de falarmos em nós, mas sim, falar deste nosso fã tão especial ❤

O Duarte começou a seguir-nos através da sua mãe. Tudo começou quando viu no nosso post "Como podemos agradecer?" onde a imagem que colocamos é de um livro da anita. Nesse post colocamos uma montagem da capa do livro na qual foi manipulado o título e colocadas as nossas fotos. Como sabe que em menina, a sua mãe adorava os livros da anita, prendeu-se logo a nós desde esse post.

Sempre que sai um novo post, lá está o Duarte pronto para o ler! O seu post favorito até agora foi o "Quem mais tem medo de pássaros?!"  porque ele adora animais... e segundo a mãe nos disse, ele está sempre ansioso a aguardar pelo próximo post. Aqui está mais um Duarte, e este é super especial.... é dedicado a TI! ❤

Ao ver um dos nossos posts, Duarte comentou para a mãe: "Mamã, eu sei que tu querias ir estudar e deves ir, mas por minha causa não podes, porque és sempre tu a fazer tudo e a tomar conta de mim!". Sabes Duarte? És o mais importante do mundo da tua mamã e de certeza que ela troca com toda a felicidade, as noites a estudar na faculdade, para ter toda a tua companhia e miminhos. Um dia, talvez a mamã consiga, tal como "as andreias" entrar na faculdade e realizar esse seu sonho. E tu, também um dia vais conseguir, e quando levantares o teu diploma, lá vai estar a mamã, na primeira fila cheia de orgulho por ti, e por ela! E nós também queremos estar lá, pode ser? 🤗

Duarte, ficamos tão felizes por saber que nos segues! Prometemos que quando este vírus se for embora e tudo voltar à normalidade, "as andreias" vão comer um gelado contigo, aceitas? Continua sempre a ser esse menino doce e de grandeeee ❤. Continuamos a contar contigo desse lado, e a cada post podes ter a certeza que nos lembraremos de ti.

Demos por nós a imaginar-te e achamos que deves ser assim...... será que acertamos?!

WhatsApp Image 2020-03-19 at 19.27.35.jpegFoto by @madalena

Beijinhos

Andreias

 

 

 

 

17
Mar20

Temos medo sim, deste inimigo que nos ataca em todas as frentes...

Temos medo mas também temos força para lutar contra ele!

Andreias

Temos medo sim, tal como vocês também devem sentir. Mas também temos força para o enfrentar, tal como vocês terão... força para fazer a nossa parte. Basta deitá-la bem cá para fora! 💪

Este panorama assusta-nos. Muitos de nós, talvez a grande maioria, nunca tivesse colocado a hipótese de passarmos por algo assim. Nunca pensamos passar por tal coisa, por vezes queremos acreditar que é só um pesadelo... que estamos no meio de um daqueles filmes de ficção científica e só queremos acordar. Será que vivíamos num mundo cor de rosa?! Talvez... e queremos voltar para ele tão rápido quanto possível e queremos que todos voltem para esse nosso mundinho onde não vivíamos assustados. 🌈

Temos estado a trabalhar em casa desde 5ª feira da semana passada e na companhia dos miúdos desde sexta, mas os nossos maridos continuam a trabalhar e não, não são médicos, enfermeiros, não prestam cuidados de saúde nem trabalham em supermercados ou lojas de bens essenciais... e custa-nos, custa-nos tanto vê-los ir para fora das "muralhas" que agora sãs as paredes das nossas casas... custa imaginá-los expostos ao vírus lá fora e a poderem trazê-lo para cá das muralhas... custa-nos pelos nossos irmãos que continuam a trabalhar, custa-nos pelo irmão que vive noutro país e que está lá sozinho com a mulher e a filhota... Custa-nos por todos, por todo o pessoal ligado aos cuidados de saúde 😷, pelos funcionários dos transportes públicos 🚌, pelos funcionários de supermercados 🛒 que se continuam a expor para que tenhamos alimentos e todos os bens essenciais nas nossas casas... custa-nos por todos nós, Humanidade 🌍 .... E custa-nos também muito, chega-nos até a revoltarver empresas que continuam a funcionar com atendimento ao publico sem que comercializem bens essencias; ver que ainda existem pessoas a facilitar; a estarem sentados numa esplanada com amigos a beber qualquer coisa ⁉; a fazerem turismo em Lisboa ⁉; a reclamarem com os funcionários de supermercados por isto e aquilo que lhes parece não estar bem, não estar ao "nível" que esperavam ⛔ ... atenção ... "em tempos de guerras não se limpam armas", já dizia o ditado. Toca a cair na real, a ficar em casa, a pensarmos no próximo, naqueles que estão tão perto de nós e nos que estão tão longe.

E não podemos ficar de braços cruzados a lamentar-nos do que estamos a viver, temos de fazer tudo o que está ao nosso alcance para minimizar a propagação deste inimigo! A responsabilidade não é só dos nossos Governantes, das equipas médicas e de mais uns quantos! A responsabilidade é de todos nós!

Ontem de manhã, com o início de uma nova semana de trabalho para os nossos maridos, a Pinto tomou a decisão de fazer algo, de mandar a sua força cá para fora e fez chegar à Entidade Patronal do marido um email com o que estava a sentir. A Pinto falou, não como esposa de um funcionário, mas como mãe de uma criança com asma (pertencente a um dos grupos de risco) e como filha de uma paciente com um cancro agressivo no pâncreas, que está tão debilitada com a quimioterapia e que precisa a todo o custo de fugir deste inimigo. E porque motivo recorreu a Pinto à entidade patronal do seu marido? Para lhes mostrar o medo que sente em que o seu marido traga para casa o maldito Covid-19. Porque o seu ramo de atividade não está ligado a bens essenciais, porque a saúde de todos deve falar mais alto que qualquer outro interesse e porque pode ser tarde demais ficar-se à espera que, talvez na quarta feira seja declarado estado de emergência. Porque não fecham? Porque não mandam os funcionários para casa? Porque não outras medidas, porque não?!... Todos somos feitos do mesmo e este vírus não brinca.... Curiosamente, poucas horas depois do dito email, a empresa fez mudanças consideráveis para minimizar, da forma possível, os riscos de exposição ao vírus... se foi pelo email da Pinto? Não sabemos, mas sinceramente, parece-nos que sim... Bem-haja por terem feito mudanças! Talvez a Pinto continue a considerar que pudessem ser ainda mudanças melhores, mas pelo menos algo já foi feito...

O marido da Simão também continua a ter de trabalhar... todos os dias esperam que a empresa dele, à semelhança de outras, pare ou liberte pelo menos alguns turnos. Mas infelizmente isto não acontece só em Portugal. O irmão da Simão, que está a mais de 2000 km de distância, a morar num País onde apenas tem a sua mulher e filha. Num raio de 50km's do foco da doença... e continuam a ter de trabalhar...optaram por ficar em casa os dois. Só assim podem evitar algo pior. E se algum deles é infetado? E se forem os dois? Com quem fica a bebé?!

Mas quem fala dos maridos e irmãos/irmãs, fala também de cunhados/cunhadas, primos/primas, amigos/amigas que estão a passar exatamente pelo mesmo. 

Esta união de esforços tem de ser levada a cabo a nível global e com a maior rapidez possível. ❤

Por cá continuaremos firmes e, embora com medo, continuamos a acreditar que vamos conseguir dar a volta! E que podemos fazer sempre a diferença de uma forma ou outra! 💪💪

Hoje comemoramos um aniversário. Vamos fazê-lo de forma diferente e talvez possamos depois partilhar convosco este momento.

E vocês? O que sentem desse lado? 

Força e muitos abraços virtuais 

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As Andreias

14
Mar20

O Coronavírus e "os outros"

Vamos lá ter calma, cumprir as recomendações e aprender com os outros

Andreias

Olá a todos,

Hoje fazemos o post de forma diferente: cada uma em sua casa, usando as tecnologias que temos ao nosso dispor. Aliás, os próximos dias deverão ser assim, à base das tecnologias para vermos ou falarmos com os outros. Não, nenhuma de nós está infetada (que se saiba!) nem temos qualquer tipo de sintoma. Trata-se apenas de prevenção. Prevenção por nós, pelos nossos e por todos os outros. Qualquer uma de nós tem pessoas próximas que se incluem nos grupos de risco, e nunca vai valer a pena facilitar.

Estamos a trabalhar na mesma, mas por teletrabalho. Temos essa possibilidade, e é a melhor opção. Ficamos em casa, trabalhamos na mesma, não há risco, não há contágio, não temos de nos maquilhar (😅 – uma piadinha só para aliviar, tá?).

Preocupa-nos bastante o que está a acontecer. A acontecer no mundo, mas principalmente a acontecer no nosso país. Temos exemplos de outros países, que passaram, e estão a passar, muito mal com isto tudo, e mesmo assim “o tuga” nunca aprende. Temos o hábito de achar que somos mais espertos que os outros, e que as coisas também só acontecem aos outros. A quem ainda não percebeu, “os outros” é qualquer um de nós… “Os outros” somos todos nós, porque para as outras pessoas nós também somos “os outros”.

Parece-nos que grande parte das pessoas ainda não compreendeu que, tal como já foi dito uma série de vezes, quarentena, isolamento profilático, encerramento de escolas e serviços, etc., não significa que estamos de férias e que podemos andar por aí a passear, apanhar sol, ficar na esplanada em amena cavaqueira… não, pessoas! Significa que temos de nos resguardar, e evitar andar expostos ao vírus, ou expor as outras pessoas caso estejamos infetados sem saber…. É só isto… tão simples, não é? 😉

Claro que há pessoas que não podem ficar a trabalhar em casa, e essas merecem um grande respeito nosso. Essas pessoas não têm alternativa, e sabe Deus o medo que devem sentir a cada minuto. Medo porque, mesmo que tenham cuidado, nunca sabem se os outros têm. Pensem nisso…. Todos temos alguém na nossa vida, cujo trabalho não dá para ser feito à distância. Ficam descansados sabendo que essa pessoa pode estar a ser exposta a algo perigoso? Seja atendimento ao público, sejam empresas de laboração contínua, sejam profissionais de saúde… 

Quem pode trabalhar em casa, ou quem está em casa porque tem de estar, por favor fiquem em casa! Vamos certamente ter mais dias de sol para ir para o parque e para a praia, vamos ter mais dias em que podemos fazer aquele almoço ou jantar com a família ou amigos… neste momento, arriscar pode significar não ter isso durante muito tempo, ou nunca mais, e aplica-se a nós, “os outros”.

Aproveitem que estão em casa, e se não têm como trabalhar, façam outras coisas: inventem jogos em família, falem uns com os outros, brinquem com os miúdos, brinquem com os vossos maridos/mulheres (olha a malandrice! 😋), brinquem com o cão ou com o gato, leiam, vejam filmes ou séries que querem ver há imenso tempo e que lamentam sempre não ter tempo para ver, façam limpezas todos os dias, pensem em 100 formas de incluir enlatados nas vossas refeições… qualquer coisa. Ocupem-se. É estar em casa, e é tão fácil arranjar coisas para fazer, mais que não seja, não faz nada.

Honestamente, e apesar de estarmos a falar disto de forma quase optimista, temos medos. Sentimo-nos com medo, assustadas, sem saber o que vem daí. Quanto tempo é que isto vai durar? Vai-nos acontecer alguma coisa? Enquanto vamos pensando nisso, com os miúdos ali ao lado a brincar, ou sentada numa cadeira com o cão ao colo, vamos também alimentando a esperança de que tudo vai correr bem e vai passar depressa. É só isso que pedimos. 

Nestes últimos dias temos visto todo o tipo de notícias, algumas meio contraditórias: pessoas na praia e a loucura de ir aos supermercados esvaziar prateleiras como se fossemos ficar fechados em bunkers durante 6 meses. Mas afinal, em que é que ficamos? Não têm medo de ficar contagiados, mas têm medo que o papel higiénico e o atum em lata acabem?... Porra! Controlem-se e pensem um bocadinho, por favor!

Vimos o que aconteceu em Itália, que levou a uma quarentena rigorosa, em que o país está fechado em casa. Isto porque, lá está, o vírus não deu sinais de forma progressiva, e quando deram por ele, não havia como controlar e evitar danos maiores.

Apesar de estarem em quarentena, de a taxa de mortes ser acima da média, e de não se saber quando as suas vidas voltarão ao normal, hoje mostraram-nos a importância “dos outros”. No vídeo podemos ouvir várias pessoas a cantar juntas, à janela, uma música de esperança. A música diz "abraça-me esta noite" ... quantos de nós, hoje também recolhidos nos nossos lares, vamos dormir abraçados à espera que esta batalha seja ganha por todos? 

Esperamos que isto se componha rapidamente e sem grandes danos.

Acreditamos que se cuidarmos de nós, e se tivermos os devidos cuidados, cuidamos também dos nossos e de todos.

 

Beijos das vossas Andreias, que hoje têm o coração apertado, não só por elas, mas por todos!

Cuidem de vocês e de nós também. 

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